18 de junho de 2017

Dever até quando!

Avaliando, mesmo quando o dever chama,
esperando o amor premeditado e prometido... 
Se é que ele existe, onde estará Escondido?
São estas as dúvidas de quem ainda Ama.

Esse Amor já fez de mim um prisioneiro,
recluso, réu confesso, vitima por ter dito que amava.
'Eu Te Amo', disse-o, confessei, apalavrei...
Talvez o meu erro foi o ter dito primeiro!

Traído pela minha insegurança,
maltratado pela minha paciência,
Torturado pela própria consciência,
magoado pelo Amor que não se cansa.

'O Amor é paciente', Esperarei então,

'O Amor suporta', suportarei a espera.
Amando, terei forças para esperar
deixando as mágoas da negação.

Rolam as horas da espera desesperado,
esperando em aflição meu julgamento.
Entretanto e com pena minha atormentado
pela Solidão a que fui sentenciado por Amar.

by mghorta  (citando mamas à solta)


16 de maio de 2017

Verdade Nua e Crua.

Por  vezes  só  gostava de
fugir da minha realidade!


Alma Dorida!

Dentro das minhas entranhas procurei meu silêncio, no meu olhar triste o horizonte, encontrei minhas lágrimas cansadas descendo meu rosto enrugado pelo tempo, procurei no coração dorido respostas, apenas vento soprando os momentos e lembranças de sonhos, olhei de soslaio o além e não enxerguei nada, o meu universo ficou mais só quando procuro a razão, fecho os olhos e daí a alma empobrece brutalmente, resta-me chorar as dores de quem partiu de vez entre as nuvens do céu tenebroso que levou todos os momentos, as histórias e lembranças minhas de um amor promissor, ventos dentro de mim frios sopram a minha alma embriagada de saudades...
Pelo infinito eterno da minha solidão morreu a esperança dos encontros e até dos desencontros dos reflexos de um passado em que só me resta o pensamento purificador da minha Alma Dorida!

by mghorta



28 de abril de 2017

De Tudo e do Nada!

Hoje apetece-me escrever, escrever sobre nada e sobre tudo...
Tem dias que apenas sei que me apetece, apetências de nada e do nada ...
As palavras vãs ecoam sem anexo e voam directamente para a tela, tela vazia de nada e de tudo...
Silabas soltas que meu coração dita sem motivo e sem razão, só porque me apetece escrever algo do nada e de tudo...
Tem dias e hoje apenas sei que estou de apetências, saliento que nada mas mesmo nada e de tudo sei escrever!
Pouco me importa que o que escrevo num amanhã venham a interessar a outros e que façam algum sentido o que escrevinho, pouco me importa isso!
Não posso agradar a gregos nem a troianos ao mesmo tempo, apesar de querer ser agradável e naquilo que escrevo tenha um sentido qualquer, pouco quero elogios muito menos criticas, só porque me apetece escrever de tudo e de nada...
Quando escrevo sinto liberdade, transmito-me para outros e para o mundo, são momentos sentidos que a outros transparecendo meus sentimentos soltos de tudo e de nada.
Por não saber escrever, cada ponto, virgula, exclamação ou interrogação vai surgindo ideias de tudo e do nada, ideias soltas de uma mente confusa, profana ou santa, é o que sou e não quero que elogiem, apenas só porque me apetece escrever de nada e de tudo!
Tem dias e hoje queria apenas ter uma razão para escrever algo ditado por meu coração, mas nada e tudo tem sentido...
Chego à triste conclusão que apenas escrevo para mim, de tudo e do nada porque queria que fosse livre e ninguém me pode me oferecer essa liberdade do nada e de tudo!
Apenas tem dias e hoje apetecia-me ser livre, sem a alma aprisionada a algo, mas concluo que tudo isso é nada e é tudo...
Por fim, a liberdade é imaginária e quanto mais quero escrever de tudo e do nada, mais eu quero ficar teclando de abstracto e do que nada e tudo tem dias que é assim............................................. apenas queria escrever De Tudo e do Nada!!!

by mghorta



26 de abril de 2017

Que Puta de Sorte a Minha!


Que puta de sorte a minha,
quando pensava ter o pássaro na mão,
momentos depois ele bate asas e voou,
sentado choro esperando,
que as asas que o levou 
o traga de novo ao poiso de minha mão.

Cabeceio as paredes,
grito alto e bom som,
que puta de sorte a minha.

Rio à gargalhada como que não houvesse amanha,
porque é uma incerteza o que a vida me reserva,
e quem disse que rir é o melhor remédio,
enganou-se inteiramente,
dado que meu estado de alma é dor,
vou sangrando por causa de desamor.

Vou correndo de passadas grandes,
pontapeando a calçada,
que puta de sorte a minha.

Dos fracos contam-se histórias,
de heróis estão os cemitérios cheios,
vou sorrindo de mansinho,
para que minha sorte volte devagarinho.

Remo forte em mar revoltado,
vejo longe o horizonte,
que puta de sorte a minha.

Não vale a pena sonhar,
porque deuses adormeceram,
mas vou lutando e rindo,
para que a puta da sorte a minha,
não esqueça que estou vivo e não dormir.

Esmurro secretárias,
berro bem alto a bom som,
que puta de sorte a minha.

by mghorta  (mamas à solta)



21 de abril de 2017

Semente!

Abraça-me como ramos em mim,
estende-te para além do impossível,
ondula gotas de suor no meu corpo,
agita teus seios hirtos de tesão,
procura meu interior,
sê em mim mais que sexo,
sê em mim semente!

by mghorta (citando mghorta)



Braços & Abraços

Toma-me de um golpe
emerge-te em mim
arranca-me das sombras
sacia-te de mim
sorve-me como gotas
lambe-me inteiro
engole-me sou teu
embala-te em gemidos
carrega-me com teus ais
encharca-te de meu amor
escorrega-te em meu peito
resvala teus seios no meu gémeo
invade-me com tua loucura
abre-te e cerca-me abraçando
descobre-te como Vénus
penetra-te em meu ser
cavalga-te agonizando
cega-te de luxuria
preenche-me em êxtase
alimenta-me com tua semente
e me deixa dormente,
vacilante,
incoerente,
saciado,
esvaziado,
inerte de volúpia
explodido de cansaço
inundado de loucura
embebido de abraços
extasiado de beijos
desse teu louco amor
em teus braços
meus abraços de prazer. ..

by mghorta  (mamas à solta)